SENADO FEDERAL – “Senador Izalci Lucas Critica Fim da ‘Taxa das Blusinhas’ e Alerta para Aumento da Desigualdade Competitiva no Setor Produtivo”

Durante uma sessão no Plenário do Senado, realizada na quarta-feira (17), o senador Izalci Lucas, representando o PL do Distrito Federal, expressou preocupações em relação ao recente fim da conhecida “taxa das blusinhas”. Segundo o parlamentar, essa medida agrava a desigualdade competitiva entre as empresas brasileiras e as estrangeiras, que, com a alteração, passam a operar em um ambiente favorecido.

A revogação da taxa ocorreu através da Medida Provisória 1.357/2026, que estabeleceu a isenção do imposto de importação para compras internacionais de até 50 dólares, um valor recorrente em transações realizadas em plataformas de comércio eletrônico. Os críticos dessa mudança argumentam que ela desestabiliza o equilíbrio competitivo e fere a isonomia no mercado.

“Não há desenvolvimento econômico sem segurança jurídica. A geração de emprego depende de investimentos, e estes não ocorrerão em um ambiente que sofre com distorções e práticas de concorrência desleal”, destacou Izalci, enfatizando a importância de um cenário de negócios justo e transparente para todos.

O impacto da medida já se faz sentir na economia brasileira, conforme ressaltou o senador. Ele mencionou uma queda significativa de 3,6% nas vendas do varejo em maio, a mais acentuada desde 2021, sinalizando que a arrecadação tributária está sendo afetada pela competição desigual entre empresas brasileiras e estrangeiras. Izalci também citou pesquisas que apontam perdas significativas na arrecadação decorrentes dessa nova dinâmica de mercado.

Dentre as emendas que apresentou, uma delas se destaca: propõe a isenção de impostos como PIS, Cofins e CBS para vendas realizadas por empresas varejistas brasileiras nos setores de vestuário, calçados e acessórios, limitado a certos valores. Essa iniciativa visa restaurar um nível de competitividade mais equilibrado e garantir que as empresas nacionais possam operar em condições justas, beneficiando o setor produtivo e, em última análise, a economia do país. A discussão sobre essas questões destaca um momento crucial para as políticas de comércio e tributação no Brasil, com implicações diretas sobre o futuro das empresas nacionais.

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