O parlamentar argumentou que a proposta terá um impacto significativo na qualidade de vida dos trabalhadores, uma vez que a atual escala de trabalho prejudica não apenas a saúde mental, mas também a saúde física dos empregados. Para ele, a rotina desgastante de seis dias consecutivos de trabalho e apenas um dia de descanso compromete não só a convivência familiar, mas também limita o tempo disponível para atividades que são essenciais para um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal. Humberto Costa também enfatizou que essa alteração beneficiaria particularmente as mulheres, que frequentemente enfrentam a pressão de conciliar o trabalho remunerado com as responsabilidades domésticas.
“Estamos lidando com algo que toca diretamente a vida cotidiana do trabalhador: o tempo”, disse o senador. Ele ressaltou que a jornada 6×1 gera um ciclo de exaustão que pode ser prejudicial ao bem-estar dos profissionais. Costa também refutou as alegações contrárias à mudança, que sugerem que a adoção de uma escala mais equilibrada poderia trazer efeitos negativos para a economia e para o emprego. Para ele, experiências passadas com a ampliação de direitos trabalhistas e com a redução da carga horária em algumas empresas demonstraram que essas medidas podem, na verdade, resultar em aumento de produtividade e em melhores condições de trabalho.
O senador concluiu seu pronunciamento pedindo urgência na votação da proposta, defendendo a transição para uma jornada de trabalho 5×2, que permitiria um dia de descanso a cada cinco dias trabalhados, com uma carga diária de até oito horas. Ele afirmou que essa mudança representa um avanço civilizatório para o Brasil, evidenciando a importância do tempo do trabalhador, bem como sua saúde, dignidade e liberdade.





