Em um discurso realizado por videoconferência, o senador descreveu a rejeição de Messias como uma ruptura sem precedentes, afirmando categoricamente que foi a primeira vez em mais de um século que um nome indicado pelo presidente da República foi reprovado pelo Senado. Costa destacou que essa ação representa uma ameaça à harmonia entre os Poderes e uma tentativa de usurpação das prerrogativas presidenciais, que incluem o direito de escolha dos ministros do STF. Para ele, a falta de justificativas plausíveis para essa rejeição é uma evidência clara de que interesses escusos estavam em jogo, com a política meramente rasteira atuando em detrimento da legalidade.
O senador enfatizou que Jorge Messias possuía todas as qualificações constitucionais necessárias para o cargo, incluindo um notável saber jurídico e uma reputação ilibada. Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, não houve contestações substantivas que desabonassem seu perfil, o que, segundo Costa, reforça a improcedência da votação que se seguiu no Plenário.
Além disso, ele sustentou que a decisão tomada foi o resultado de um amplo “acordão” que, na visão do senador, apenas serviu para diminuir a importância do Senado na esfera pública, provocando uma onda de reações negativas nas redes sociais em apoio a Messias. Para ele, essa situação revela uma clara derrota para o Senado, que, ao rasgar ritos constitucionais, incentiva práticas golpistas que ameaçam a democracia e o Estado de Direito.
Costa finalizou sua fala afirmando que, ao contrário do que muitos possam pensar, a rejeição de Messias não representa uma derrota para o governo do presidente Lula, mas sim um autoafligiimento do Senado, que pode ter se saído menos favorecido nesse confronto político. A mensagem é clara: a crise de legitimidade que emergiu dessa situação pode reverberar por muito tempo, refletindo um ambiente de instabilidade e desconfiança nas instituições.
