Durante suas declarações, o senador observou que a CPMI teve acesso a informações que demonstram a resistência de membros do STF frente a pressões externas. Ele enfatizou que essa autonomia foi crucial para que as verdades emergissem nesse contexto. O depoimento de um delegado da Polícia Federal, que só se sentiu à vontade para falar quando seu superior deixou o auditório, foi um exemplo claro dessa dinâmica.
A postura de Viana, que descreveu Mendonça como um “homem íntegro e temente a Deus”, destaca a expectativa de que novas informações sobre as fraudes no INSS surjam em breve. O senador alertou que a sociedade não deve tolerar injustiças e mencionou que os responsáveis por essas fraudes mantiveram-se em atividades mesmo durante trocas de governo, sugerindo uma proteção política que precisa ser desvendada.
Na mesma linha, Viana reforçou a necessidade de investigar quem são as figuras por trás de servidores que se mantiveram em posições-chave durante gestões anteriores. A CPMI já se prepara para sua segunda fase, que incluirá convocações de representantes de bancos supostamente envolvidos em práticas ilícitas, como a cobrança de juros abusivos e a formação de associações fraudulentas.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, também elogiou a atuação de Mendonça. Ele afirmou que a comissão está trazendo à luz novas evidências que podem resultar em ações concretas contra a corrupção, desafiando a ideia de que a CPMI não produziria resultados significativos.
A sessão do dia ainda contou com a oitiva do advogado Eric Douglas Martins Fidelis, cuja colaboração foi limitada, levando a CPI a questionar o vínculo de sua atuação com as fraudes em questão. Os parlamentares levantaram indícios de um esquema maior, onde familiares de investigados se beneficiariam de contratos duvidosos. A CPMI segue firme em seu propósito de elucidar os mecanismos de corrupção que afetaram milhões de aposentados.
