Durante seu discurso, Girão mencionou a presença da chamada “Dama do Tráfico” no Ministério da Justiça, cumprindo agenda oficial, e também em reuniões no Ministério dos Direitos Humanos, onde teria sido recebida pela coordenadora. O senador citou matérias veiculadas nos jornais O Estado de S.Paulo, Estadão e Gazeta do Povo, que revelaram documentos apreendidos pela Polícia Civil do estado do Amazonas mostrando pagamentos feitos a uma advogada para intermediar a reunião da líder do Comando Vermelho no Ministério da Justiça.
Além disso, Girão informou que o senador Jorge Seif (PL-SC) também apresentou um requerimento para que o ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, esclareça na Comissão de Segurança Pública o motivo de Luciane, conhecida como a “Dama do Tráfico Amazonense”, ter participado de duas reuniões na sede da pasta.
O parlamentar também fez menção a outros casos, como a proibição, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da divulgação de vídeos em que líderes do tráfico de drogas estariam comemorando a vitória de Lula nas prisões de segurança máxima. Girão também citou a visita do ministro Flávio Dino ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, que, segundo ele, é uma das regiões mais perigosas e controladas por facções criminosas.
Para lidar com essas questões, o senador informou que estão sendo tomadas algumas providências urgentes, como o envio de vários requerimentos oficiais de informações dirigidos ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. Além disso, ele comunicou que está sendo proposto um projeto de lei similar ao apresentado pelo Partido Novo na Câmara dos Deputados, para incluir a não publicação de agenda e compromissos de ocupantes de cargos executivos como improbidade administrativa. Girão também anunciou que iniciou uma coleta de assinaturas para a instalação de uma CPI para investigar o crime organizado no Brasil.
