Durante seu discurso, Girão destacou a gravidade do escândalo envolvendo o Banco Master, cuja estimativa de prejuízo supera os R$ 40 bilhões. Ele acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de proteger os envolvidos, além de criticar a lentidão na tramitação do pedido de CPI que ele apresentou, que permanece sem numeração e leitura há três semanas. O senador clama por um fim ao segredo e à blindagem que, segundo ele, cercam o caso, e considera a instalação da CPI uma medida urgente para esclarecer os fatos, envolvendo figuras de grande influência.
Outra questão abordada por Girão foram as revelações contidas em um extenso depoimento de Edson Claro à Polícia Federal, ex-funcionário de confiança do notório Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Este último é considerado a figura central nas fraudes que vêm causando enormes prejuízos a aposentados e pensionistas. O depoimento de Claro, que se estendeu por mais de 70 horas e resultou em mais de mil páginas de documentos, trouxe à luz informações críticas sobre operações financeiras, movimentações de recursos no exterior e a criação de empresas fora do Brasil.
Girão também ressaltou a menção de Claro sobre operações de lavagem de dinheiro associadas à formação de empresas no exterior, destacando um caso específico que envolve um lobby relacionado à comercialização de produtos à base de maconha, apelidado de World Cannabis. Há indícios, segundo o senador, de que Lulinha, filho do presidente Lula, poderia estar atuando como sócio oculto nessa empreitada, utilizando-se de um possível tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde.
Com a situação em pauta e a urgência das investigações, Girão encerrou seu pronunciamento enfatizando que o Congresso não pode se omitir diante de um escândalo de tal magnitude, que compromete a integridade das instituições e a confiança da população.
