SENADO FEDERAL – Senador Eduardo Girão elogia STF por manter prisões na investigação do Banco Master e critica decisões monocráticas que fragilizam o Legislativo.

Na última quarta-feira, 17 de outubro, o senador Eduardo Girão, do Novo, representando o Ceará, utilizou a tribuna do Senado para comentar sobre um importante julgamento realizado pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O tribunal decidiu manter a prisão preventiva de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo do empresário Daniel Vorcaro, respectivamente, em uma investigação centrada no Banco Master. A decisão foi vista como um passo significativo no avanço das investigações em curso.

Durante seu discurso, Girão destacou a atuação dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, elogiando o bom senso demonstrado na análise do caso. Ele fez questão de ressaltar a relevância do trabalho da Polícia Federal, que tem se empenhado ativamente na apuração dos fatos. O senador fez uma reflexão pessoal ao mencionar que, durante a sabatina de Kassio Nunes, havia afirmado que, se estivesse equivocado em seu voto contrário, pediria desculpas. “Ontem eu tive o primeiro motivo para pedir desculpas, em meio a tantas decisões dele que, na minha visão, foram equivocadas”, afirmou Girão, reconhecendo o acerto do ministro.

O senador também abordou a importância da decisão do STF para o desenrolar das investigações, mencionando que novas informações surgiram durante o julgamento, revelando a existência de um grupo que teria tentado intimidar testemunhas e acessar dados sigilosos. Girão, entretanto, criticou o voto divergente do ministro Gilmar Mendes, sublinhando que a continuidade das apurações é essencial para esclarecer os fatos.

Em outro ponto de sua fala, o parlamentar levantou questões sobre a chamada Lei da Dosimetria, que foi suspensa. Ele argumentou que essa suspensão representou um desrespeito às decisões do Congresso e criticou o que considera decisões monocráticas de ministros do STF. Girão enfatizou a necessidade de um equilíbrio saudável entre os poderes, pregando a paz mediante ações concretas na Justiça: “Falar de paz é muito fácil, mas paz é ação na Justiça. Paz é ação, não é omissão”, concluiu.

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