O senador apontou a alteração no título de uma matéria publicada no final de outubro, que abordava um pronunciamento seu sobre um suposto conflito de interesses envolvendo advogados do Senado que teriam atuado em causas no STF. De acordo com Girão, a mudança no título para “Girão pede esclarecimentos sobre parecer contrário a impeachment de Moraes” teria amenizado a crítica original, o que ele interpretou como uma forma de censura interna e proteção a “poderosos”.
Outro ponto levantado pelo senador foi a atuação de advogados ligados ao Senado em escritórios que representam clientes com processos em andamento no STF. Para ele, essa situação caracteriza um conflito de interesses, especialmente em casos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes, alvo frequente de pedidos de impeachment no Senado.
Girão também mencionou que, em um discurso recente no Plenário, a Agência Senado teria mais uma vez suavizado sua crítica, destacando apenas sua oposição ao julgamento no STF sobre a responsabilização das redes sociais, mas omitindo seu alerta sobre possíveis tentativas de controle das plataformas pelo Supremo e pelo governo.
O senador ressaltou a importância de garantir um espaço democrático nas redes e alertou para os riscos de qualquer tentativa de regulação ou controle, que poderiam representar uma ameaça à liberdade de expressão no país. Em sua fala, ele reforçou a necessidade de um jornalismo imparcial e que apresente os dois lados da informação, sem distorções ou manipulações.
Por fim, Girão criticou uma decisão da Mesa do Senado que exige a presença de um dos membros do colegiado no Plenário para a abertura de sessões não deliberativas, o que, segundo ele, restringe o espaço de manifestação dos senadores durante essas sessões destinadas aos pronunciamentos dos parlamentares.
