SENADO FEDERAL – Senador Eduardo Girão Denuncia Lobby da Indústria Farmacêutica e Favoritismo a Laboratório EMS em Requerimento ao Ministério da Saúde

Em um discurso realizado no Plenário do Senado na terça-feira (25), o senador Eduardo Girão, do partido Novo, representando o estado do Ceará, manifestou contundentes críticas ao lobby exercido pela indústria farmacêutica, enfatizando a necessidade de transparência e ética nas políticas públicas. O senador trouxe à tona a revelação de indícios de favorecimento da empresa EMS, uma das maiores fabricantes de medicamentos do Brasil, pelo governo federal, conforme noticiado por veículos de comunicação.

Girão destacou que, em setembro, foi publicada uma matéria que levantou preocupações relacionadas ao que ele classificou como favorecimento regulatório, além de um possível direcionamento de políticas públicas em favor de um determinado grupo econômico do setor farmacêutico. Segundo ele, documentos obtidos revelaram que o Ministério da Saúde teria solicitado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) uma priorização na análise de medicamentos produzidos pelo laboratório EMS. Esses medicamentos em questão são os que contêm análogos do GLP-1, frequentemente promovidos como “canetas injetáveis”, utilizadas no tratamento de diabetes e também no emagrecimento.

Para investigar mais detalhadamente essa situação, Girão apresentou um requerimento de informações ao Ministério da Saúde, fazendo um total de 18 perguntas que visam esclarecer essa suposta priorização e suas implicações. O objetivo, segundo o senador, é obter respostas claras sobre a relação entre o Ministério da Saúde e o laboratório EMS, abrangendo vínculos institucionais, técnicos ou até políticos.

Entretanto, Girão expressou sua frustração ao informar que seu pedido de informações, protocolado em setembro, ainda não foi apreciado, afirmando que está nas mãos de um relator da base governista, que não teria tomado quaisquer medidas para deliberar sobre o assunto. A situação evidenciou a preocupação do senador com a falta de respostas numa questão que, em sua visão, diz respeito não apenas à saúde pública, mas também à integridade das decisões tomadas no âmbito governamental. Com isso, Girão reafirma a importância da vigilância e da ética nas relações entre o setor público e a indústria farmacêutica.

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