“Alterar a formação na última hora com o intuito de proteger pessoas poderosas causa má impressão”, observou Girão em sua crítica, enfatizando a seriedade do problema. O senador não parou por aí; ele também levantou questionamentos sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a denúncias que envolvem o Banco Master e suas potenciais conexões com autoridades. Segundo Girão, há evidências suficientes que justificariam a abertura de investigações, rebatendo a declaração do procurador-geral Paulo Gonet, que alegou não haver elementos concretos que sustentassem uma ação.
“Essa postura é alarmante, pois não se trata apenas de provas contundentes, mas da existência de indícios que são suficientes para iniciar um processo investigativo”, acrescentou. Girão elencou uma série de episódios e informações que, em sua avaliação, merecem uma apuração cuidadosa, incluindo contratos, deslocamentos e relações estabelecidas entre os investigados e as autoridades. Além disso, o senador criticou a resistência da PGR em avançar com acordos de colaboração premiada, afirmando que tais decisões podem obstruir o progresso das investigações e diminuir a eficácia dos mecanismos de combate à corrupção.
“Esse tipo de atitude não contribui em nada para a luta contra a corrupção, apenas favorecendo a impunidade”, concluiu Girão, reforçando a necessidade de uma abordagem rigorosa e transparente nas investigações de casos relevantes. Assim, o senador clama por uma atitude mais firme por parte das instituições encarregadas de zelar pela legalidade e a responsabilização dos envolvidos em possíveis práticas ilícitas.
