Em suas declarações, Girão mencionou que a CPMI foi encerrada com uma diferença de votos que o deixou preocupado. “Por 19 votos a 12, nós vimos o golpe de misericórdia para acabar com a CPMI, sem que um relatório fosse apresentado”, criticou ele, referindo-se à celebração de alguns membros após o fim da investigação. Para o senador, essa comemoração é um reflexo do descompromisso de certos parlamentares com a população brasileira. Ele destacou a relevância do relatório elaborado, que continha quase 5 mil páginas e recomendava o indiciamento de 216 indivíduos, incluindo empresários, servidores públicos e políticos.
Girão também fez uma análise crítica sobre a postura do Supremo Tribunal Federal (STF), que desfez uma decisão anterior do ministro André Mendonça que permitiria a prorrogação dos trabalhos da CPMI. Na visão do senador, a interrupção das investigações sem um relatório final prejudica a responsabilização dos envolvidos nas irregularidades. Ele demonstrou preocupação com a mensagem que isso passa à sociedade a respeito da corrupção no Brasil, a qual perpetua a sensação de impunidade.
“Mais uma vez, fica evidente que esquemas poderosos de corrupção raramente resultam em consequências efetivas”, enfatizou, alertando sobre o ciclo vicioso de impunidade que se instaurou no país. Girão propôs a criação de uma nova comissão para dar continuidade às investigações, reforçando seu compromisso com a luta contra a corrupção e a busca por justiça. Para ele, a situação atual só evidencia que no Brasil, ações delituosas muitas vezes não são punidas, o que, segundo ele, mina a confiança pública nas instituições e nos processos legais.






