SENADO FEDERAL – Senador Eduardo Girão critica blindagem em investigações e decisões do STF em defesa da colaboração premiada e da fiscalização no Congresso Nacional.

Durante uma sessão no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Eduardo Girão, do Novo-CE, utilizou seu tempo para expressar preocupações sobre recentes desdobramentos envolvendo investigações de autoridades públicas e fez uma crítica contundente a determinadas decisões judiciais relacionadas a acordos de colaboração premiada. Girão também se manifestou sobre o encerramento de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Senado e comentou a necessidade de prolongar as investigações, em especial a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado, que, segundo ele, não lograram êxito em suas prorrogações.

O senador destacou a importância de manter o funcionamento adequado dessas ferramentas de fiscalização, essenciais para a transparência e a integridade das instituições. Ele expressou sua preocupação sobre a condução de ações no Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se a uma ação relacionada a restrições nos acordos de delação premiada, que estaria em pauta por determinação do ministro Alexandre de Moraes. “Para onde estamos deixando que o STF ativista leve esta grande nação? Todos nós somos corresponsáveis por isso”, ponderou o parlamentar, ressaltando a gravidade da situação.

Girão também trouxe à tona uma investigação que envolve uma empresa do setor de combustíveis, mencionando uma proposta de colaboração premiada feita por um empresário identificado como Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”. No entanto, segundo ele, essa delação não foi aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), levantando indagações sobre possíveis omissões e blindagens em casos de corrupção. “É inaceitável que ocorram situações de blindagem quando denúncias de desvios chegam até autoridades, como o presidente do Congresso Nacional, que deveria exemplificar condutas íntegras”, afirmou Girão.

Por fim, o senador fez críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes de restringir o compartilhamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), reafirmando a necessidade de maior transparência nas ações governamentais. A cada pronunciamento, Girão intensifica seu apelo por um melhor acompanhamento das ações de fiscalização, especialmente em tempos de crescente desconfiança nas instituições públicas.

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