O senador destacou que essa classificação pode servir como um alento, mas também alertou para a necessidade de equilibrar a cooperação internacional com a soberania do Brasil. Em suas palavras, é fundamental que a soberania não seja confundida com a subversão da lei e da ordem, ou com a rendição diante do poder do crime. Ele defendeu que a verdadeira noção de soberania implica que o estado deve ser capaz de assegurar a proteção da população, controlar seu território e garantir que a justiça prevaleça sobre a criminalidade.
Girão ressaltou a urgência de enfrentar as facções criminosas, reconhecendo que suas operações vão além de fronteiras nacionais. Para situar a gravidade da situação, ele mencionou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontando o Ceará como um dos estados mais afetados pela violência no país, com cinco dos doze municípios com os índices mais altos de criminalidade localizados na região.
A situação é particularmente alarmante em Fortaleza, onde as facções exercem um controle significativo sobre diversos bairros, extorquindo comerciantes e forçando famílias a abandonarem suas residências. De acordo com Girão, essa realidade evidência uma crise de segurança pública que se assemelha a um estado de terror, com uma família sendo expulsa de sua casa a cada três dias. O senador não hesitou em classificar essa dinâmica como terrorismo, afirmando que a atuação das facções configura uma violação inaceitável da vida cotidiana dos cidadãos cearenses.
Por fim, ele pediu ações mais eficazes de combate ao crime organizado, destacando a responsabilidade da administração pública em restaurar a ordem e proteger a integridade da sociedade. As palavras de Girão ecoam uma demanda crescente por uma abordagem mais robusta e articulada no enfrentamento do crime organizado no Brasil.





