Girão, demonstrando firmeza em suas palavras, enfatizou a importância de resolver questões internamente no Senado, sem a necessidade de recorrer a outros poderes. “Notificamos para que possamos resolver nosso problema dentro da nossa Casa política”, afirmou o senador, destacando que a solicitação atende aos requisitos constitucionais de ser um fato determinado e dentro de um prazo específico. Para reforçar sua argumentação, ele mencionou que o requerimento tem o apoio de 239 deputados e 42 senadores, tornando assim sua instalação uma obrigação legal e não um favor a ser concedido.
Além desse pedido, Girão também aproveitou a oportunidade para solicitar a reativação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Ele argumentou que o conselho deve analisar um pedido de afastamento do presidente do Senado, apresentado pelo seu partido, que alegava “omissão institucional” e “abuso de poder”. Segundo Girão, o Conselho de Ética não se reúne desde 2024, o que, em sua visão, compromete a fiscalização das ações dos parlamentares.
Em resposta ao apelo de Girão, Davi Alcolumbre se comprometeu a convocar uma reunião do Conselho de Ética. Ele ressaltou que a análise não se restringirá apenas ao caso apresentado pelo Novo, mas se estenderá a todas as representações pendentes, em um esforço para criar um ambiente mais organizado e colaborativo no Senado. Alcolumbre expressou a necessidade de um debate amplo sobre as questões pendentes, enfatizando a importância de uma convivência harmoniosa entre os senadores e senadoras.
Essas movimentações no Senado revelam um clima de tensão e a necessidade de alinhamento entre os parlamentares em um momento de reestruturação e reinvenção do papel legislativo.
