Fagundes, que teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o padre, descreveu Nazareno como um homem de notável simplicidade e humildade, cuja dedicação aos mais necessitados deixou uma marca indelével na vida de muitos. “Um homem que transformou a vida de milhares de pessoas por meio da fé, da solidariedade e, acima de tudo, do amor ao próximo”, declarou o senador, reforçando o impacto positivo que o religioso teve nas comunidades em que atuou.
Nazareno Lanciotti nasceu em Roma, em 1940, e, em 1971, tomou a decisão de se mudar para o Brasil, onde mergulhou de corpo e alma nas atividades da Igreja Católica. Sua trajetória foi marcada pelo atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, mostrando-se um verdadeiro exemplo de compaixão e dedicação ao próximo. No entanto, sua vida foi tragicamente interrompida em 2001, quando ele foi assassinado em sua própria casa por dois homens, um crime que foi considerado uma retaliação ao seu trabalho pastoral. Este ato de violência, motivado pelo ódio à fé, foi reconhecido e proclamado pela Igreja Católica apenas em 2025, consolidando o padre como um mártir da fé.
A beatificação de Nazareno Lanciotti vai além de um simples reconhecimento; ela representa uma reflexão sobre a verdadeira grandeza espiritual e o legado de amor e solidariedade deixado por aqueles que dedicam suas vidas ao serviço dos mais pobres. O senador Wellington Fagundes frisou a importância de recordar a trajetória do beato, que, com sua vida e morte, continua a inspirar e promover a prática do amor ao próximo em uma sociedade que ainda enfrenta diversos desafios sociais e espirituais.
