Para embasar suas críticas, Esperidião Amin mencionou que no ano anterior a tarifa básica da Usina de Itaipu era de US$ 16,71. Ele questionou o motivo pelo qual, mesmo com a usina construída há 50 anos e com o investimento amortizado, a tarifa poderia sofrer um aumento significativo. O senador ressaltou a eficiência da hidrelétrica, que opera sem dívidas de investimento para amortizar e possui uma capacidade de geração de energia praticamente inigualável no mundo.
Além disso, Amin criticou os convênios de cooperação socioambiental firmados entre a usina e diversos municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul. Ele argumentou que esses programas não deveriam impactar na tarifa da energia elétrica gerada pela usina. O senador mencionou que em 2023 a Itaipu Binacional destinou cerca de US$ 970 milhões para convênios voluntários com os municípios, sem relação direta com a operação da hidrelétrica. Amin comparou esses convênios a um “orçamento secreto”, onde a direção da usina repassa dinheiro para os municípios e fiscaliza a execução dos projetos, sem a devida deliberação do Orçamento da União.
Diante dessas críticas e preocupações levantadas pelo senador Esperidião Amin, o debate sobre a possível elevação na tarifa da Usina Hidrelétrica de Itaipu ganha relevância e merece atenção por parte dos órgãos competentes e da sociedade em geral.





