Moura apontou que a situação é particularmente crítica em seu estado, onde, segundo ele, há escassez de candidatos com potencial eleitoral. “Em Rondônia, não temos 20 nomes que tenham mais de 20 mil votos para deputado federal”, afirmou, enfatizando que com a introdução do financiamento público de campanhas, os partidos tendem a focar em nominatas, desprezando novos postulantes.
O senador também criticou o elevado número de partidos políticos existentes no Brasil, ressaltando que essa fragmentação prejudica a governabilidade e a articulação necessária no Congresso Nacional. Para ele, a solução para a crise no sistema político passa pela redução do número de siglas e pela formação de blocos partidários. Moura acredita que essa medida poderia melhorar as negociações entre o Legislativo e o Executivo, facilitando um governo mais coeso.
“O país não pode ser governado por 30 partidos políticos, cada um com seus líderes e interesses. Isso torna a conversa sobre votações extremamente complicada”, disse ele, referindo-se à dificuldade que um presidente enfrenta ao tentar alinhar os votos necessários para aprovar propostas. Em sua visão, é essencial que grandes e pequenos partidos se unam em federações, criando blocos mais robustos que possam representar uma verdadeira força no âmbito político.
Nesse contexto, a análise do senador reflete uma preocupação crescente com a falta de eficiência no sistema partidário brasileiro, destacando a urgência de reformas que possam tornar a política mais inclusiva e funcional, além de garantir que novas lideranças possam emergir e disputar o espaço político de forma justa e eficaz.





