Durante seu discurso, Cleitinho ressaltou a dura realidade enfrentada por trabalhadores submetidos a essa jornada extenuante. Segundo ele, esse modelo não apenas compromete a qualidade de vida dos funcionários, mas também impacta negativamente seu poder de compra, em um tempo em que as desigualdades sociais persistem. O senador não hesitou em criticar a disparidade de privilégios existentes, sugerindo que a classe política e o Judiciário desfrutam de benefícios que não estão acessíveis à maioria da população. “Se é para acabar com algum benefício do povo, que se inicie pelos nossos próprios privilégios”, expressou, manifestando um tom de indignação em relação às disparidades sociais.
Na visão de Cleitinho, a discussão em torno da redução da jornada não deve ser encarada como uma batalha ideológica entre as tradicionais divisões de direita e esquerda. Para ele, é fundamental que os parlamentares coloquem as necessidades da população à frente de disputas políticas. Ao enfatizar que sua lealdade está com o povo, independentemente de alianças partidárias, o senador convidou todos a refletirem sobre a realidade do trabalhador nas ruas, sugerindo que, ao interagir com os cidadãos, a questão ideológica tende a se tornar secundária. “No supermercado ou no shopping, o trabalhador não se importa se é de direita ou esquerda; ele quer saber como sobreviver”, disse.
Esse discurso toca em um tema crucial para o cenário atual: a necessidade de priorizar reformas que realmente beneficiem a população e promovam melhores condições de trabalho, abrindo espaço para um diálogo mais efetivo em prol do bem-estar social. Assim, a PEC deverá continuar a ser um ponto central nas discussões políticas futuras, à medida que avança nos trâmites legislativos.
