SENADO FEDERAL – Senador Cleitinho defende fim da jornada 6×1 e critica privilégios da classe política em discurso no Plenário do Senado.

Na última quarta-feira, 27, o plenário do Senado foi palco de um pronunciamento marcante do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que defendeu com veemência a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca abolir a jornada de trabalho 6×1, uma estrutura que exige seis dias de trabalho seguidos para um dia de descanso. Esta PEC, conhecida como 221/2019, recebeu aprovação do texto-base pela comissão especial na Câmara dos Deputados, sinalizando um avanço significativo no debate sobre a relação entre trabalho e qualidade de vida.

Durante seu discurso, Cleitinho ressaltou a dura realidade enfrentada por trabalhadores submetidos a essa jornada extenuante. Segundo ele, esse modelo não apenas compromete a qualidade de vida dos funcionários, mas também impacta negativamente seu poder de compra, em um tempo em que as desigualdades sociais persistem. O senador não hesitou em criticar a disparidade de privilégios existentes, sugerindo que a classe política e o Judiciário desfrutam de benefícios que não estão acessíveis à maioria da população. “Se é para acabar com algum benefício do povo, que se inicie pelos nossos próprios privilégios”, expressou, manifestando um tom de indignação em relação às disparidades sociais.

Na visão de Cleitinho, a discussão em torno da redução da jornada não deve ser encarada como uma batalha ideológica entre as tradicionais divisões de direita e esquerda. Para ele, é fundamental que os parlamentares coloquem as necessidades da população à frente de disputas políticas. Ao enfatizar que sua lealdade está com o povo, independentemente de alianças partidárias, o senador convidou todos a refletirem sobre a realidade do trabalhador nas ruas, sugerindo que, ao interagir com os cidadãos, a questão ideológica tende a se tornar secundária. “No supermercado ou no shopping, o trabalhador não se importa se é de direita ou esquerda; ele quer saber como sobreviver”, disse.

Esse discurso toca em um tema crucial para o cenário atual: a necessidade de priorizar reformas que realmente beneficiem a população e promovam melhores condições de trabalho, abrindo espaço para um diálogo mais efetivo em prol do bem-estar social. Assim, a PEC deverá continuar a ser um ponto central nas discussões políticas futuras, à medida que avança nos trâmites legislativos.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo