Cleitinho utilizou quatro pautas em discussão pela Corte para embasar suas críticas: o marco temporal, a descriminalização das drogas, o aborto e a questão do imposto sindical. O senador enfatizou que esses temas são de interesse geral e que a Casa deve exercer sua responsabilidade de avaliar e, se necessário, barrar decisões do STF.
Para reforçar sua posição, o senador protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC 46/2023) para vedar, exceto com autorização individual prévia, a cobrança de contribuições de trabalhadores ou empregadores não filiados a sindicatos. Ele ressaltou que o Senado é a principal instância legislativa do Brasil e, portanto, tem o papel de impedir medidas que possam prejudicar a população.
Cleitinho também aproveitou o espaço para sugerir mudanças na minirreforma eleitoral (PL 4.438/2023), em análise no Senado. Entre as propostas estão a unificação das eleições, a punição por estelionato eleitoral, o fim da propaganda eleitoral e a possibilidade de candidaturas avulsas. Além disso, o parlamentar defendeu a redução do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, destacando a necessidade de utilizar os recursos de maneira eficaz e transparente.
Durante seu pronunciamento, o senador questionou a utilização dos recursos públicos. Ele colocou em xeque a proporção do fundo eleitoral e do fundo partidário, que chega a quase R$ 6 bilhões, para financiar as campanhas políticas. “Tirar dinheiro do povo brasileiro para fazer campanha, para chegar na campanha e te enganar, te roubar uma vez?”, questionou.
É importante ressaltar que Cleitinho não apenas fez críticas, mas também apresentou propostas concretas para melhorar o sistema político e o funcionamento do Senado. Seus apontamentos buscam fortalecer a autonomia do Poder Legislativo e garantir que as decisões tomadas pelo STF sejam devidamente avaliadas pela Casa. Resta acompanhar como suas propostas serão recebidas pelos demais parlamentares e se serão acatadas.
