De acordo com Jayme Campos, um estudo da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal evidencia que o Brasil enfrenta um subfinanciamento crônico em sua saúde pública, especialmente se comparado a nações mais desenvolvidas. O senador apontou que, para elevar os investimentos à média encontrada em outros países, seria necessário dobrar os gastos com saúde, passando de 9,1% para cerca de 19% do Produto Interno Bruto (PIB). “Além disso, precisamos abordar de maneira séria a desigualdade na distribuição de médicos pelo país”, acrescentou Campos, ressaltando a importância de uma reformulação abrangente no setor.
O senador também manifestou seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2024, que está sob análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e que diz respeito ao piso salarial e à carga horária de trabalho de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Essa inciativa, segundo ele, é uma maneira de reconhecer o trabalho fundamental desses profissionais no sistema de saúde.
“Não podemos nos conformar em ocupar posições inferiores quando se trata de saúde. O Brasil possui capacidade, conta com profissionais qualificados e, apesar das adversidades, apresenta um sistema que é referência em vários aspectos. Precisamos parar de ser vistos como o ‘patinho feio’ e nos tornar um exemplo de eficiência, acessibilidade e qualidade, principalmente no que se refere ao respeito à vida das pessoas”, concluiu o senador, em uma defesa apaixonada por melhorias no sistema de saúde brasileiro.





