SENADO FEDERAL – Senado Rejeita Emenda para Criar Fundo da Caatinga e Mantém Política Nacional de Recuperação da Vegetação no Bioma Desértico do Brasil

Na última terça-feira, a Comissão de Meio Ambiente do Senado decidiu pela rejeição da emenda da Câmara dos Deputados que buscava a criação do Fundo da Caatinga. Essa proposta visava fornecer ao Poder Executivo a autorização para fundar um fundo destinado a financiar ações de prevenção e combate à desertificação e ao desmatamento no bioma da caatinga. Com a rejeição da emenda, o Senado voltou a validar o texto do Projeto de Lei 1.990/2024, que estabelece a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga, já aprovado pelos senadores em dezembro de 2024.

Agora, a emenda seguirá para o Plenário do Senado com um parecer desfavorável. Independentemente do resultado da votação, o projeto de lei seguirá para a sanção presidencial, marcando um importante passo na política ambiental do Brasil.

A proposta para o Fundo da Caatinga previa recursos destinados a ações cruciais, como conservação, manejo sustentável e revitalização de áreas degradadas. Entretanto, a senadora Leila Barros, relatora do caso, manifestou sua discordância em relação à emenda, destacando que, apesar de suas intenções positivas, ela apresentava vícios de inconstitucionalidade e carecia de estimativas financeiras adequadas que explicassem seu impacto nas finanças públicas. “Embora a intenção da emenda seja legítima, o mecanismo proposto não alcançará o objetivo desejado,” afirmou a senadora.

O Projeto de Lei 1.990/2024, inicialmente criado pela ex-senadora Janaína Farias, busca promover esforços coordenados de restauração ecológica na caatinga, propondo quatro objetivos principais: recuperar áreas degradadas, aumentar a produção sustentável de alimentos, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia na região. Para sua implementação, são contemplados instrumentos como capacitação de recursos humanos, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, planos de ação voltados à prevenção de desmatamento, e adaptação às mudanças climáticas.

Os princípios que norteiam essa política incluem a sustentabilidade ambiental, a participação social, a conservação da biodiversidade e a necessidade de integração entre políticas setoriais. O texto enfatiza a importância do conhecimento científico e também o saber tradicional, propondo ações de educação ambiental e a avaliação contínua do progresso nas iniciativas de recuperação da vegetação.

Entre as diretrizes previstas, destaca-se a necessidade de uma atuação integrada entre diferentes níveis de governo, assim como o estímulo a práticas extrativistas, agropecuárias e florestais que sejam sustentáveis, sinalizando um avanço significativo nas políticas ambientais brasileiras.

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