A iniciativa reflete uma crescente preocupação com a equidade de gênero nas forças de segurança, um campo historicamente dominado por homens. A proposta reconhece que a presença feminina nas polícias e corporações de segurança é essencial para uma atuação mais eficaz e representativa. Além disso, a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública deverá regular os repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública, priorizando a inclusão e a valorização da mulher nesse ambiente.
Esse projeto surge em um contexto onde movimentos sociais e feministas têm demandado ações efetivas para garantir não apenas a igualdade de oportunidades, mas também o respeito e a valorização do trabalho das mulheres em setores que tradicionalmente lhes são adversos. A presença feminina em cargos de segurança não é apenas uma questão de justiça social, mas também de eficiência. Estudos indicam que a diversidade nas forças de segurança pode levar a uma abordagem mais ampla e sensível às questões de segurança pública.
Se aprovado, o projeto poderá representar um marco importante na luta pela igualdade de gênero, promovendo uma transformação nas dinâmicas de trabalho nas forças de segurança pública. Assim, o fortalecimento da presença feminina pode contribuir para uma cultura organizacional mais inclusiva e, por conseguinte, para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. A expectativa agora se concentra nos próximos passos da tramitação legislativa e no impacto que essa mudança poderá causar no futuro das políticas de segurança pública no Brasil.






