Se aprovada, esta proposta exigirá que as administrações federal, estadual e municipal implementem políticas de adaptação às mudanças climáticas, refletindo uma urgência inadiável diante dos desafios ambientais contemporâneos. A necessidade de uma abordagem estruturada e sistemática para lidar com os impactos das alterações climáticas se torna cada vez mais evidenciada, especialmente em um cenário onde eventos extremos, como secas e enchentes, têm se tornado mais frequentes e severos.
A consultora legislativa Sílvia Cupertino destaca três aspectos cruciais contidos na proposta. Um dos principais pontos é a mudança de paradigma que esta legislação poderia acarretar, que envolve a transição da política climática, tradicionalmente relegada à esfera ambiental, para um lugar central na agenda econômica do país. Essa reorganização é fundamental, pois mostra que as cuestiones climáticas não são apenas desafios ambientais, mas também questões que afetam diretamente a economia, o emprego e a qualidade de vida da população.
A proposta, ao colocar a governança climática na vanguarda das discussões políticas, pode estimular os investimentos em tecnologias sustentáveis e promover a inovação econômica. Ao integrar a adaptação climática às políticas de desenvolvimento, os governos podem garantir que as comunidades estejam melhor preparadas para os desafios futuros, além de fortalecer a resiliência das economias locais.
Assim, a espera pela votação do PL 2.761/2025 não é apenas a expectativa de um novo marco legislativo, mas sim uma oportunidade para que o Brasil possa reposicionar sua agenda ambiental e econômica, alinhando-as de maneira mais eficaz aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Essa iniciativa pode se revelar um divisor de águas na construção de um futuro mais sustentável e justo para todos os brasileiros.
