A atleta relembrou os desafios enfrentados ao longo de sua jornada olímpica. Sem a orientação de um treinador e sem um uniforme adequado, Aída bateu o preconceito e a falta de apoio institucional, características comuns na época para as mulheres no esporte. Sua participação nos Jogos foi, portanto, muito mais do que uma simples representação; foi uma verdadeira luta pela visibilidade das mulheres atletas e, apesar das dificuldades, Aída conseguiu um impressionante quarto lugar na prova de salto em altura.
A trajetória de Aída dos Santos é emblemática e revela um panorama histórico que ainda ressoa nos dias atuais. Em um contexto onde as mulheres eram frequentemente desestimuladas a praticar esportes competitivos, sua participação olímpica simbolizou a quebra de barreiras e preconceitos. A atleta se tornou um ícone para futuras gerações, inspirando não apenas mulheres, mas todos os jovens a persistirem em seus sonhos, independentemente das adversidades.
A homenagem realizada pelo Senado reflete não apenas o reconhecimento de seus feitos esportivos, mas também a importância do acolhimento e do apoio às iniciativas que promovem a igualdade no esporte. Em suas palavras, Aída relembrou que, apesar das dificuldades enfrentadas, a paixão pelo esporte e a determinação foram fundamentais para sua trajetória. A parceria entre a luta por apoio e a busca por reconhecimento é essencial para garantir que futuras gerações tenham acesso a melhores oportunidades no esporte, criando um cenário mais justo e igualitário.
Assim, o legado de Aída dos Santos Menezes continua vivo, não apenas na história do atletismo brasileiro, mas também como um símbolo de perseverança e igualdade, ecoando a necessidade de um maior suporte às mulheres no esporte.