SENADO FEDERAL – Senado debate proibição de “chips da beleza” pela Anvisa em sessão temática com autoria de Jorge Seif e mais 26 senadores

No dia 22 de novembro, às 14h, no Plenário do Senado, está agendada uma sessão para debater a recente proibição dos implantes hormonais manipulados, conhecidos como “chips da beleza”, imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O requerimento para essa sessão temática, de número RQS 721/2024, foi apresentado pelo senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, juntamente com outros 26 senadores.

A decisão da Anvisa, divulgada em 18 de outubro, proíbe a manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes hormonais manipulados. A medida foi tomada de forma preventiva após denúncias de entidades médicas, incluindo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), relatando um aumento nos atendimentos de pacientes com problemas relacionados a esse tipo de dispositivo. A agência ressaltou que muitos desses implantes contêm substâncias sem avaliação de segurança para esse tipo de uso.

Para o senador Seif, apesar das boas intenções da Anvisa, a decisão não foi discutida previamente no âmbito legislativo nem em audiências públicas com especialistas, o que ele considera essencial. Ele destaca que os “chips da beleza” não são utilizados apenas por motivos estéticos, mas também em casos de tratamentos hormonais específicos, como hipogonadismo, puberdade tardia e transtornos sexuais hipoativos em mulheres. Se esses tratamentos forem interrompidos, isso pode prejudicar pacientes que dependem dos implantes para melhorar sua qualidade de vida.

É importante ressaltar que a proibição dos implantes hormonais manipulados levantou debates e preocupações sobre o impacto dessa medida na saúde e na qualidade de vida dos pacientes que fazem uso desses dispositivos de forma legítima. A discussão no Senado visa justamente abordar essas questões e buscar soluções que possam garantir o acesso a tratamentos seguros e eficazes para aqueles que deles necessitam.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo