Um dos principais pontos abordados foi o significativo consumo de água exigido para a refrigeração desses complexes. Os participantes destacaram que, em um país onde a gestão de recursos hídricos já é um desafio, a operação de grandes data centers pode agravar ainda mais essa situação. A preocupação com a escassez de água em diversas regiões do Brasil, por conta de períodos de seca cada vez mais intensos, foi enfatizada. A discussão revelou a necessidade urgente de se pensar em soluções sustentáveis que minimizem esse impacto.
Outro aspecto crucial debatido na audiência foi o aumento dos custos de energia elétrica associados ao funcionamento desses centros. À medida que a demanda por serviços digitais cresce, o consumo energético dos data centers também se eleva, gerando não apenas preocupações econômicas, mas também ambientais. Os especialistas presentes alertaram que, sem uma regulamentação adequada e a adoção de práticas mais eficientes, o setor pode se tornar um dos maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa no país.
Além disso, os participantes ressaltaram a importância de se contemplar diretrizes que promovam a sustentabilidade na construção e operação desses equipamentos. Isso inclui a aplicação de tecnologias que reduzam o consumo de água e energia, além de um estudo mais profundo sobre os impactos ambientais a longo prazo.
Ao final da audiência, ficou claro que a regulamentação dos data centers é fundamental para garantir que o avanço tecnológico não ocorra à custa do meio ambiente e da qualidade de vida da população. A criação de um marco regulatório que preveja a adoção de práticas sustentáveis é, portanto, uma prioridade para que o Brasil possa se posicionar de forma responsável no cenário global da inteligência artificial. A discussão segue em aberto, com a expectativa de que sugestões e propostas continuem a ser submetidas, a fim de encontrar um equilíbrio entre crescimento econômico e responsabilidade ambiental.




