Entre os principais obstáculos citados, estão a necessidade urgente de modernização da infraestrutura de transmissão de energia e a falta de regulamentação para novas alternativas energéticas, como a energia eólica offshore e o hidrogênio verde. Além disso, os participantes da audiência destacaram o desperdício de potencial produtivo e a complexidade em definir tarifas que possam incentivar investimentos sem onerar o consumidor.
A sessão, presidida pelo senador Laércio Oliveira, abordou a urgência de alinhar o potencial natural do Brasil com melhorias na infraestrutura para fortalecer sua posição no cenário internacional. Oliveira ressaltou a importância de ações efetivas, afirmando que é um momento crítico para o Brasil, especialmente no que tange à inovação setorial e à infraestrutura necessária para suportar o crescimento das energias renováveis.
A senadora Tereza Cristina alertou para o impacto dos custos de energia no setor produtivo, citando uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria que aponta que 83% das indústrias sentem a pressão da alta nas tarifas de energia, que podem prejudicar a competitividade em relação a países como China e Canadá. A senadora enfatizou a necessidade de não apenas gerar energia limpa, mas também acessível e econômica para a população.
O secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel de Andrade Cascalho, discutiu estratégias do Ministério de Minas e Energia visando equilibrar a expansão das energias renováveis com a segurança energética e a proteção do consumidor. Ele destacou iniciativas como os programas Luz do Povo e Luz para Todos, além da importância de leilões para novas linhas de transmissão que visam mitigar interrupções na geração de energia.
O debate também incluiu a perspectiva internacional, com o embaixador do Chile, Issa Farid Kort Garriga, defendendo a cooperação entre países para avançar na transição energética. Ele mencionou a importância de ações conjuntas no Sistema de Integração Energética do Sul e destacou que a transição não deve ser vista apenas como uma política ambiental, mas como uma oportunidade de desenvolvimento econômico e integração regional.
Entre as propostas discutidas, ressaltou-se a importância de regulamentações que permitam a exploração do potencial do Brasil em energias renováveis, como a energia eólica offshore e o hidrogênio verde. Especialistas e representantes do setor clamaram por avanços legislativos que agilizem o processo, além da necessidade de evitar desperdícios de energia, especialmente em contextos como o chamado “curtailment”, que representa uma perda significativa na geração de energia.
No contexto atual, muitos defendem que o país possui um grande potencial para liderar a transição energética global, e que todos esses desafios podem ser superados com políticas adequadas e uma abordagem integrada, que considere tanto a segurança energética quanto a inclusão social.
