O senador Carvalho destaca em sua justificativa que essa desatualização da bolsa tem gerado impactos adversos na formação médica no Brasil. Ele observa que muitos residentes abandonam programas, especialmente nas especialidades menos rentáveis no setor privado, o que gera uma escassez de médicos em áreas críticas e de maior necessidade social.
Paralelamente, a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) também apresentou uma proposta que visa valorizar ainda mais essa etapa formativa. O Projeto de Lei 1.809/2026 sugere um aumento significativo na bolsa para R$ 8.105 mensais, para jornadas de até 60 horas semanais. A proposta estipula que esse valor também será reajustado anualmente com base na inflação, além de permitir que estados e municípios complementem a remuneração, se assim desejarem.
Um aspecto importante abordado pela senadora é a manutenção da natureza educacional da residência médica, ressaltando que a bolsa não deve ser encarada como um vínculo empregatício, mas sim como parte de um intenso processo de formação. Acioly destaca que, embora o valor proposto ainda possa não ser adequado diante das exigências da profissão, representa um avanço significativo em comparação com o que é atualmente oferecido.
Com o reconhecimento de que programas federais que incentivam a atuação médica em regiões prioritárias oferecem bolsas que podem ultrapassar R$ 12.000,00 mensais, a senadora reforça a necessidade de reduzir essa discrepância de forma gradual e responsável em termos fiscais.
Ambas as propostas foram apresentadas em abril de 2026 e agora aguardam análise nas comissões do Senado, sendo vistas como fundamentais para a valorização da residência médica no país.





