Em um comunicado em suas redes sociais, Renan Calheiros destacou a gravidade das fraudes investigadas, enfatizando que o Senado não permitirá abusos por parte do sistema financeiro. Segundo ele, a CAE manterá uma vigilância rigorosa sobre as ações do Banco Master, caracterizado como um dos maiores esquemas fraudulentos da história. O senador reafirmou o compromisso do órgão em fiscalizar, exigir esclarecimentos e proteger a economia nacional, sem favorecer ninguém em particular, independentemente de sua posição.
As investigações giram em torno de operações suspeitas, como a venda irregular de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), totalizando um valor exorbitante de R$ 12,2 bilhões. Esta transação levantou bandeiras vermelhas, levando o Banco Central a determinar, em novembro, a liquidação extrajudicial da instituição, apontando para sérias irregularidades em sua gestão.
O novo grupo de trabalho será formado por senadores de diferentes partidos, entre eles Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PT-AP). Essa composição reflete um esforço coletivo para abordar a complexidade das questões financeiras envolvidas.
Conforme especificado na instrução normativa, os senadores integrantes do grupo poderão tomar várias medidas para avançar nas investigações. Entre essas ações, estão a possibilidade de convocar autoridades e indivíduos envolvidos, requisitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas que possam contribuir para a melhoria da regulação do sistema financeiro e a prevenção de fraudes semelhantes no futuro. Essa iniciativa revela a disposição do Senado em enfrentar os desafios relacionados à integridade do sistema financeiro e proteger os interesses da sociedade.







