As consequências da invasão não se restringiram à infraestrutura física; o evento exigiu uma reavaliação completa das medidas de segurança dentro do Senado. Nos últimos três anos, o Senado implementou diversas iniciativas visando garantir a proteção das suas dependências. Uma das principais ações foi a promulgação do Ato da Primeira Secretaria 1/2023, que especifica que todos os colaboradores e visitantes devem passar por inspeções em pórticos e equipamentos de raio-x antes de adentrar a Casa Legislativa.
Além disso, foram instaladas películas antivandalismo nas entradas principais do Palácio do Congresso Nacional, complementadas pela aquisição de novos equipamentos destinados ao controle de distúrbios civis. Recursos humanos também foram uma prioridade: as forças policiais legislativas receberam treinamentos especializados, incluindo táticas de controle com operadores químicos e uso de cães farejadores. Nos últimos dois anos, mais de 160 novos policiais foram admitidos por meio de concursos públicos, o que reforçou a segurança da instituição.
O processo de recuperação das instalações do Senado após os atos de vandalismo contemplou uma série de ações que incluem reparos, manutenções e reformas nos espaços afetados. Móveis e equipamentos danificados foram restaurados ou substituídos, e melhorias em sistemas de segurança e tecnologia foram realizadas. Além disso, profissionais foram contratados para executar reparos de engenharia e restaurar obras de arte e mobiliário.
Os gastos totais para restabelecer a infraestrutura do Complexo Arquitetônico do Senado Federal totalizaram R$ 2.304.711,93. Este valor reflete o compromisso da Casa em preservar sua integridade e segurança, ao mesmo tempo em que se adapta às novas exigências de proteção diante das ameaças à democracia. Com essas ações, o Senado demonstra não apenas a importância de sua função legislativa, mas também a necessidade de se garantir um ambiente seguro para que essa função seja exercida plenamente.
