SENADO FEDERAL – “Senado Avança na Legislação Ambiental em 2025 com Aprovação da Lei do Licenciamento e Participação Ativa na COP 30”

A Nova Era do Licenciamento Ambiental e os Desafios Climáticos

Em 2025, o ambiente legislativo brasileiro foi marcado pela aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, um passo controverso que provocou intensos debates no Senado. A norma, que visa simplificar e padronizar os procedimentos de licenciamento para empreendimentos, culminou na derrubada de 52 vetos do Executivo, permitindo que uma parte significativa do texto original fosse restaurada. Inicialmente, 63 artigos foram vetados pelo presidente Lula por preocupações relacionadas à fragilidade da proteção ambiental e à insegurança jurídica, em uma tentativa de equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

O debate em torno da Lei Geral do Licenciamento Ambiental foi uma das principais pautas no primeiro semestre do ano. O projeto, que visava a criação de uma modalidade simplificada para obras de menor impacto, mobilizou parlamentares e a sociedade civil, evidenciando a urgência de se estabelecer um diálogo eficaz entre crescimento econômico e conservação ambiental.

Além das discussões legislativas, 2025 também foi marcado pela presença ativa do Senado na COP 30, em Belém, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial como uma maneira de impulsionar a economia local e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Essa posição levantou questionamentos sobre os impactos ambientais e a gestão dos recursos naturais, refletindo a complexidade das decisões que envolvem o futuro do país.

Em outro movimento significativo, o Pantanal recebeu um Estatuto próprio, buscando a conciliação entre a proteção do bioma e as atividades econômicas. O Estatuto do Pantanal estabelece diretrizes voltadas para a restauração e uso sustentável das terras, dando um passo importante para a preservação deste Patrimônio Nacional.

Enquanto o Senado se prepara para o ano seguinte, a construção de uma Política Nacional de Governança Climática e modificações no Código Florestal estão na mira, destacando a intenção de fortalecer a legislação ambiental. O compromisso com a redução das emissões de metano também se faz presente nas novas propostas que buscarão alterar a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Neste contexto complexo de legislações e compromissos climáticos, o ano de 2025 reafirma a importância de se equilibrar as necessidades de desenvolvimento com a responsabilidade ambiental, um desafio que continuará a pautar as discussões no Senado e a sociedade brasileira como um todo.

Sair da versão mobile