Com a aprovação, o projeto agora conta com um substitutivo elaborado pelo relator, senador Laércio Oliveira, e ainda passará por um turno suplementar de votação antes de seguir para a Câmara dos Deputados. A versão original do projeto apenas exigia que as empresas de telemarketing excluíssem da sua lista de contatos os números que, ao serem atendidos, não reconhecessem os responsáveis pela ligação. No entanto, o novo substitutivo amplia as medidas, incluindo severas regras para a ativação de chips e ampliando os mecanismos de bloqueio.
Laércio Oliveira destacou a relevância da proposta, afirmando que ela responde a uma prática recorrente e abusiva, onde cidadãos frequentemente recebem ligações destinadas a terceiros, o que pode causar constrangimento e violar a privacidade do consumidor. A proposta também determina que a exclusão de números das bases de dados seja feita de forma eletrônica, com a geração imediata de um protocolo. Isso garante mais segurança e transparência para os consumidores.
Outro aspecto importante do projeto é a inclusão de novas obrigações para as operadoras de telefonia móvel. As empresas deverão implementar procedimentos mais rigorosos para confirmar a identidade dos usuários durante a ativação de novos chips, utilizando tecnologias como reconhecimento facial e biometria digital. A ideia é reduzir as fraudes que ocorrem frequentemente nesse setor.
Além disso, o projeto cria o Cadastro Único Telefônico, que centralizará as informações de números vinculados a um CPF ou CNPJ. As empresas deverão consultar esse cadastro antes de realizar qualquer contato, garantindo que respeitem a vontade do consumidor em bloquear comunicações indesejadas. Isso deve proporcionar um novo nível de proteção aos consumidores, já que empresas que burlarem essas regras enfrentarão sanções.
As mudanças não se restringem apenas à telemarketing, mas também impactam a autenticação em aplicativos que utilizam números de telefone. A ideia é que esses aplicativos verifiquem se os números estão ativos por meio de um registro oficial mantido pelo estado ou uma entidade sem fins lucrativos.
Por fim, as novas regras terão um período de implementação escalonado, permitindo que tanto as novas quanto as já existentes linhas sigam as novas regulamentações. Assim, permanece uma expectativa positiva em torno da aprovação deste projeto que, se implementado, promete revolucionar a forma como os consumidores lidam com ligações indesejadas em suas rotinas diárias.
