No total, a agenda reúne 47 proposições divididas em sete eixos temáticos. Enquanto as matérias estão sendo discutidas no Senado, 21 propostas aguardam votação na Câmara dos Deputados. Os projetos abrangem desde a proteção das mulheres no ambiente digital até o incentivo à sua participação na política, o que revela a abrangência das questões de gênero em debate no legislativo.
Dentre as propostas já aprovadas, destaca-se o PL 3.880/2024, que reconhece a violência vicária como uma forma de violência doméstica e familiar, criando novas definições legais para este tipo de violência. Outra proposta relevante é o PLP 55/2026, aprovado pelo Senado, que visa proporcionar incentivos tributários para a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027, evidenciando um compromisso com a visibilidade e valorização do futebol feminino.
A senadora Professora Dorinha Seabra, que presidiu a sessão, enfatizou a importância da agenda ao destacar que ela reflete as demandas de mulheres de diversas realidades e que se trata de uma ferramenta fundamental para a atuação do Legislativo. Dorinha ressaltou que a igualdade de direitos é um pré-requisito para um país verdadeiramente justo e democrático.
Entre as propostas significativas em análise, a agenda inclui iniciativas que visam o combate à violência contra a mulher, com nove projeções voltadas à prevenção e proteção das vítimas. Algumas delas incluem a proteção da imagem de vítimas de violência e assistência jurídica a mulheres que enfrentam situações de violência doméstica. Além disso, há esforços para garantir que a autonomia econômica das mulheres seja promovida através de acesso a microcréditos e incentivos ao empreendedorismo.
Ainda, o debate legislativo abrange questões de saúde, com projetos que visam a ampliação de vacinas contra o HPV, a prevenção da violência obstétrica e a atenção à menopausa, entre outros temas. A educação, por sua vez, não fica de fora, com propostas para a implementação de uma Política Nacional de Educação Midiática que visa capacitar jovens a usar tecnologia de forma crítica e responsável.
Esta Agenda Legislativa é uma nova tentativa de endereçar as disparidades persistentes enfrentadas pelas mulheres no Brasil e representa um passo significativo para a construção de um ambiente mais igualitário e respeitoso.





