Idealizada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), a proposta estabelece critérios claros para a concessão do selo, que será concedido às escolas que implementarem pelo menos três entre cinco práticas sustentáveis. Estes critérios incluem: a captação de água da chuva, a criação de hortas ou jardins escolares, a adoção de fontes de energia limpa, a implementação de coleta seletiva de resíduos e a promoção de programas de educação ambiental.
O projeto tem raízes no Programa Câmara Mirim, que permite a crianças e adolescentes do 5º ao 9º anos do ensino fundamental propor iniciativas legislativas. Durante a discussão, o relator da proposta, senador Izalci Lucas (PL-DF), ressaltou a importância do envolvimento dos jovens na política, destacando que a proposta representa uma abertura do Parlamento para as vozes das novas gerações. Segundo ele, essa interação demonstra que a educação para a cidadania é um processo que traz resultados concretos e visíveis no âmbito legislativo.
Além dos critérios para a concessão do selo, o projeto também estabelece diretrizes que devem norteá-lo. Entre essas diretrizes estão a promoção da sustentabilidade, a educação ambiental, o uso responsável dos recursos naturais, a eficiência energética, a gestão democrática e o respeito à diversidade.
Para garantir a eficácia da iniciativa, as ações do poder público voltadas para a obtenção do Selo Bandeira Verde passarão a fazer parte das competências da Política Nacional de Educação Ambiental. Vale ressaltar que os detalhes sobre os critérios de concessão, renovação e perda do selo, bem como as suas diretrizes de uso e divulgação, deverão ser definidos por uma nova norma regulamentadora a ser elaborada posteriormente.
Essa proposta representa um passo significativo na conscientização ambiental nas escolas, refletindo a crescente preocupação com as questões ecológicas entre as futuras gerações.
