SENADO FEDERAL – Senado Aprova Pagamento de Pensão Alimentícia por Pix, Facilitando Acesso a Valores Essenciais para Beneficiários e Reduzindo Demandas Judiciais

Na última terça-feira, 7 de novembro, o Plenário do Senado aprovou uma medida que promete transformar a maneira de realizar os pagamentos de pensão alimentícia: o Pix Pensão. A nova modalidade automatiza o pagamento mensal da pensão diretamente para a conta do beneficiário, permitindo que essa opção seja solicitada em qualquer etapa do cumprimento da sentença judicial. Esta inovação está contida no Projeto de Lei 4.978/2023, proposto pela deputada Tabata Amaral do PSB-SP e relatado no Senado pela senadora Ana Paula Lobato, também do PSB-MA. Agora, o projeto aguarda sanção presidencial.

O parecer favorável ao projeto destaca que a proposta apresenta uma solução simples e eficaz, condizente com a urgência que caracteriza as obrigações alimentares. O juiz responsável pelo caso irá fornecer todas as informações necessárias para o pagamento, como o valor mensal a ser pago, a duração da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores.

Atualmente, a pensão alimentícia já pode ser debitada automaticamente do salário do alimentante, mas essa alternativa apresenta dificuldades quando o devedor não possui vínculo formal de trabalho. Nesses casos, a beneficiária é obrigada a recorrer ao Judiciário em cada atraso, prática que tem se tornado comum e que, segundo a senadora Lobato, sobrecarrega o sistema judiciário, atrasando o imprescindível recebimento de valores para a manutenção de crianças e adolescentes.

A nova norma estabelece que as instituições financeiras serão responsáveis por efetuar as transferências nas datas definidas pelo juiz. Caso o alimentante não tenha saldo suficiente, há a previsão de indisponibilidade automática de ativos financeiros até atingir o valor da prestação em atraso, incluindo os bens de empresários individuais, mesmo que estes estejam relacionados à sua atividade econômica. Se a inadimplência persistir, essa indisponibilidade poderá ser convertida em penhora.

A senadora Ana Paula Lobato enfatiza que essa proposta irá proporcionar um fluxo contínuo nos pagamentos de pensão alimentícia, reduzindo a necessidade de novos pedidos judiciais a cada inadimplemento, o que deve aumentar a previsibilidade financeira para os beneficiários.

Além disso, o projeto define que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) será responsável por coletar estatísticas sobre a atividade judiciária relacionada a pensões alimentícias, garantindo o anonimato dos envolvidos. Essa coleta de dados inclui informações sobre ações judiciais, valores médios e perfis dos beneficiários, com a finalidade de aprimorar políticas públicas.

Em resumo, o avanço na automatização dos pagamentos de pensão alimentícia representa uma significativa mudança no sistema, podendo beneficiar inúmeras famílias ao garantir um acesso regular e eficiente aos recursos que são fundamentais para a sua sobrevivência.

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