O chamado PL 4.812/2025 agora segue para uma análise final na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Segundo Buzetti, a necessidade de atualização se faz urgente dado o advento de tecnologias como drones e máquinas controladas remotamente, que exigem uma legislação que tenha em conta essas novas realidades. A senadora também ressaltou a contribuição de diversos setores, incluindo empresas e a juíza Graziele Cabral Braga de Lima, que garantiram que os direitos dos trabalhadores não fossem comprometidos.
Entre as principais inovações propostas está a criação de programas obrigatórios para a prevenção de acidentes, bem como comissões internas voltadas ao combate ao assédio e à promoção de cursos sobre o uso seguro de agrotóxicos. O relator do projeto, senador Zequinha Marinho, considerou que a reforma não só sistematiza normas que se encontram dispersas, mas é crucial para a competitividade do agronegócio brasileiro, adequando a legislação à realidade contemporânea.
O projeto amplia a regulamentação sobre a jornada de trabalho e tipos de contratos, mantendo o vínculo por prazo indeterminado como regra geral, mas incluindo modalidades específicas para o campo, como contratos de safra e de obra certa. Detalhes como a possibilidade de prorrogação de contratos temporários e garantias para a rescisão também foram abordados, com ênfase na proteção ao trabalhador.
Outro aspecto relevante é a inclusão de normas específicas sobre saúde e segurança. O projeto propõe a criação de comissões de prevenção de acidentes, programas de educação continuada e diretrizes para garantir que as condições de trabalho atendam às necessidades do setor. Compromissos com a dignidade e a proteção legal de grupos vulneráveis, como mulheres e adolescentes, também são destacados na proposta.
Além disso, o texto propõe normas para a terceirização rural, bem como a regulamentação de cooperativas de trabalho, buscando garantir a justiça e a transparência nas relações de trabalho. Somada a isso, a medida visa fortalecer a negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores, criando um ambiente que favoreça a resolução de conflitos por meio de comissões de conciliação prévia.
Em relação à fiscalização, o projeto sugere a aplicação de multas proporcionais e razoáveis, além da criação de uma Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural. Esta política, focada na capacitação contínua e adaptação às novas tecnologias, poderá impactar significativamente a segurança e as condições laborais no setor.
Ao propôr um novo conceito de regulamentação do trabalho rural, a nova lei não apenas reorganiza práticas já existentes, mas introduz mecanismos que os preparam para os desafios do século XXI, prometendo um futuro mais seguro e eficiente para todos os envolvidos na agricultura e na pecuária brasileiras.
