A proposta, que é resultado de uma mensagem enviada pela Presidência da República, recebeu uma análise favorável do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia. Durante seu discurso, Wagner destacou que Margareth demonstrou estar “amplamente habilitada ao cargo”, o que parece ter convencido uma parte considerável dos senadores presentes à sessão.
Antes de sua confirmação no Plenário, Margareth passou por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). Nesta etapa, ela obteve 17 votos favoráveis e 9 contrários, um indicativo de que sua trajetória profissional e competência foram meticulosamente avaliadas.
Em sua fala após a aprovação, Margareth enfatizou a importância da representatividade, dizendo: “Não chego sozinha. Eu trago, particularmente, a representatividade de muitas mulheres, mulheres muito corajosas. E de homens também, que impulsionaram toda a minha trajetória.” Essa declaração não só destacou sua jornada pessoal, mas também ressaltou seu compromisso com a inclusão e a justiça.
Margareth Rodrigues Costa assume a posição deixada pelo ministro Aloysio Silva Corrêa da Veiga, que se aposentou recentemente. A nova ministra é juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, com sede em Salvador. Formada em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1985, Margareth começou a atuar como juíza em 1990. Desde então, ela trilhou uma carreira notável no Judiciário, tendo assumido inicialmente o cargo de juíza do trabalho em Jacobina, Bahia, e posteriormente em Camaçari e Salvador.
Sua promoção a desembargadora do Tribunal do Trabalho da 5ª Região em 2014 evidencia seu reconhecimento e competência em tratar de questões trabalhistas, fundamentais na justiça social do país. Com a sua entrada no TST, espera-se uma continuidade de sua trajetória de comprometimento com a justiça e equidade no ambiente de trabalho, questões que são cada vez mais relevantes na sociedade contemporânea.
