SENADO FEDERAL – Senado Aprova Licença de Dois Dias para Pais em Casos de Aborto Espontâneo e Natimorto, Seguindo para Câmara dos Deputados

Na última quarta-feira, 15 de março, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado brasileiro avançou em sua pauta com a aprovação de um projeto de lei que concede licença de dois dias ao pai em situações de aborto espontâneo ou natimorto. Essa medida também se estende ao cônjuge da gestante, sem discriminação de gênero, garantindo que todos possam ter acesso a esse direito em momentos de profunda dor e perda.

O Projeto de Lei (PL) 2.864/2025, que agora aguarda possível votação em Plenário, tem como objetivo assegurar que os pais possam ter um tempo para se recuperarem emocionalmente após a tragédia da perda de um filho. Caso não haja interpelações, o projeto seguirá para análise na Câmara dos Deputados, onde poderá ser debatido e, possivelmente, modificado antes de sua eventual sanção.

Vale destacar que, segundo as normas da Casa, propostas que recebem um substitutivo em sua análise final devem passar por um turno suplementar antes de serem aprovadas. Isso aconteceu com o projeto da senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), que recebeu modificações apresentadas pela senadora Jussara Lima (PSD-PI). Essas alterações eram necessárias para adaptar o texto às normas vigentes e ao entendimento atual sobre a relevância do período concedido a cada genitor.

Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já garante à mãe uma licença de duas semanas após a perda gestacional. A proposta original da senadora Dra. Eudócia tinha a intenção de permitir que essa licença pudesse ser prorrogada mediante acordo individual e de que o pai tivesse um benefício igual ao da mãe. Contudo, a senadora Jussara Lima argumentou que o tempo de dois dias para o outro genitor seria suficiente, uma vez que o período de licença da mãe está intimamente ligado às suas necessidades físicas e emocionais após a experiência da perda.

Este avanço legislativo busca reconhecer o impacto emocional que a perda de um filho gera, promovendo um ambiente mais solidário e compreensivo para os pais em situações tão difíceis. A discussão sobre o tempo de licença e os direitos dos pais nessa circunstância é um tema delicado que ressoa profundamente na sociedade e revela uma crescente conscientização sobre as necessidades dos indivíduos que enfrentam a dor da perda gestacional.

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