O projeto, inicialmente elaborado pelo deputado Domingos Neto, tinha como foco principal o auxílio a produtores que enfrentaram perdas devido a fenômenos climáticos, como o El Niño. Contudo, a proposta foi ampliada pelo relator Renan Calheiros, atual presidente da CAE, para incluir também aqueles impactados por crises econômicas globais, resultado de conflitos geopolíticos.
A estrutura do Fundo Social do Pré-Sal, conforme estabelecido pela Lei 12.351 de 2010, permite a alocação de recursos oriundos da exploração de petróleo para fomentar iniciativas em setores como educação, saúde e meio ambiente. Segundo o novo texto aprovado, as receitas do fundo em 2026 e 2027, bem como outros superávits financeiros, poderão ser destinados a essa linha de crédito específica para os agricultores ativos.
Os termos do financiamento permitem a quitação de dívidas rurais, com a possibilidade de renegociar empréstimos contratados até o final de 2025, sem penalidades por atraso. As taxas de juros variam conforme o perfil do produtor, começando em 3,5% ao ano para pequenos agricultores, podendo chegar a 7,5% para os demais beneficiários.
Os agricultores, associações e cooperativas, desde que cumpram certos critérios, como comprovação de perdas significativas nos últimos anos, poderão acessar esses recursos. Além dos componentes climáticos, serão considerados também os desafios impostos pelos cenários econômicos internacionais, que têm afetado a produção rural no Brasil.
O projeto ainda prevê que outros fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte e do Nordeste, possam ser utilizados para este financiamento, garantindo assim um suporte mais amplo aos produtores. Se os recursos se esgotarem, o uso do Fundo Social do Pré-Sal será ativado para cobrir as demandas.
A urgência da proposta foi destacada por Renan Calheiros, que destaca a necessidade de ação rápida diante do aumento dos eventos climáticos extremos afetando a agricultura e a economia rural no país. Com um total de 54 emendas apresentadas, a maioria foi discutida e algumas colaborações foram aceitas, visando melhorar a transparência e a efetividade do programa. A expectativa agora se volta para o Plenário, onde a proposta será novamente debatida e poderá finalmente ser aprovada.





