A paralisia cerebral é uma condição neurológica crônica e não progressiva, afetando o controle motor, a postura e o equilíbrio. As manifestações dessa condição variam consideravelmente entre os indivíduos, podendo estar associadas a outras comorbidades, como epilepsia e dificuldades cognitivas, visuais e auditivas. O autor do projeto, senador Flávio Arns, do PSB do Paraná, destacou que a paralisia cerebral no Brasil geralmente se deve a lesões no cérebro em desenvolvimento, que ocorrem antes, durante ou logo após o nascimento.
Arns pontuou que a maioria dos casos tem causas multifatoriais, incluindo prematuridade, baixo peso ao nascer e a falta de oxigênio durante o parto. Para o senador, a criação de um dia nacional de conscientização é uma ferramenta crucial para a prevenção e educação sobre a condição. Ele enfatizou a importância de promover um intenso diálogo sobre o tema ao longo do ano, mas com um foco especial nesse dia para aumentar a sensibilização da sociedade.
A proposta recebeu apoio de outros senadores, incluindo Damares Alves, do Republicanos-DF, que elogiou a iniciativa, destacando que a paralisia cerebral é a principal causa de deficiência na infância, com uma incidência de sete casos a cada mil nascidos vivos. Damares argumentou que o projeto é fundamental para fortalecer as políticas de saúde e facilitar a plena participação de indivíduos com paralisia cerebral nas esferas social, educacional e profissional, alertando para as limitações decorrentes do desconhecimento e da falta de políticas de acessibilidade adequadas.
A expectativa agora é que o projeto avance na Câmara e que a data se torne um marco para debates e ações em prol da conscientização sobre a paralisia cerebral no Brasil.





