O projeto de lei, que altera a Lei nº 11.664 de 2008, tem como objetivo incluir o exame de autocoleta no rol das atividades oferecidas pelo SUS. Se aprovado, as despesas para a implementação dessa nova prática serão custeadas através de recursos orçamentários públicos, garantindo assim que a iniciativa não sobrecarregue as finanças pessoais das mulheres.
A autocoleta é uma tecnologia simples que permite que as próprias mulheres recolham uma amostra vaginal, que depois é enviada para um laboratório especializado, onde será analisada para verificar a presença do DNA do HPV. A senadora Eudócia ressalta que a metodologia pode incentivar a participação de mulheres que, por diversos motivos, têm evitado os exames preventivos. Isso se dá pela diminuição de barreiras, como o constrangimento associado a consultas médicas, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e a falta de tempo nas rotinas diárias.
Diferente do exame de Papanicolau, que se baseia na análise microscópica de células do colo do útero, o teste molecular para HPV pode identificar a presença do vírus antes que ocorram alterações celulares significativas. Essa abordagem promissora pode otimizar os recursos do SUS, simplificando o processo de rastreamento do câncer e reduzindo a demanda por consultas que seriam exclusivamente voltadas para a coleta de exames.
Atualmente, o projeto aguarda análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde poderá ser votado e, se aprovado, seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados. Essa iniciativa representa não apenas um avanço na saúde pública, mas também um passo importante na promoção da autonomia feminina em relação à sua saúde. Com a proposta, espera-se que um número maior de mulheres tenha a oportunidade de se prevenir contra o câncer do colo do útero, promovendo uma detecção mais precoce e eficaz da doença.






