Acompanhado de outros senadores da oposição, Marinho expressou sua preocupação com a situação, alegando que a democracia brasileira está em perigo. Ele afirmou que “o excepcional está sendo banalizado” e que seu partido, o PL, tem sido alvo por ser o maior partido de oposição ao governo.
A operação em questão se baseia, entre outros elementos, na delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e resultou em 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares, cumpridas em 9 estados e no Distrito Federal. Além disso, aliados próximos de Bolsonaro, incluindo militares e ex-ministros, foram alvos da operação.
Em relação à atuação das Forças Armadas, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) negou qualquer associação do general Augusto Heleno com a denominada “Abin Paralela” e defendeu que as Forças Armadas não devem se omitir em irregularidades. Ele ressaltou a necessidade de abertura de inquérito contra militares acusados de crimes.
Outro senador, Carlos Portinho (PL-RJ), enfatizou que Bolsonaro nunca autorizou nenhum golpe e declarou que “nenhum golpe houve”. Portinho destacou a importância de não construir uma narrativa em cima de fragmentos para sustentar o que não aconteceu.
Já o senador Humberto Costa (PT-PE) anunciou que enviará uma representação à Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar a participação do Partido Liberal em uma suposta tentativa de golpe. Ele destacou que, se comprovado o envolvimento em atividade criminosa, requererá a cassação do registro do partido.
Além disso, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPMI do 8 de Janeiro, também se manifestaram, ressaltando a importância de investigar e aguardar novos desdobramentos da situação.
A operação e suas consequências continuam a gerar debates e repercussões no cenário político brasileiro, mostrando a complexidade e a sensibilidade do momento atual.
