Entre os citados, destaca-se o nome do senador Weverton (PDT-MA), que não hesitou em contestar sua inclusão no relatório. Em uma nota pública, ele apontou falhas significativas na investigação e sublinhou a ausência de quaisquer evidências concretas que indicassem sua participação em atos de fraude. A inclusão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do atual presidente da República, também atraiu forte repercussão e críticas ao processo investigativo.
Os parlamentares que compõem a base governista tentaram, em vão, que um relatório alternativo fosse submetido à votação. Este documento paralelo sugeria que alterações legais implementadas durante a gestão de Jair Bolsonaro favoreciam o surgimento das fraudes que estão em análise. Além disso, o relatório mencionado trazia referências ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Contudo, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), optou por não levar esse novo texto ao pleito.
A longa reunião da CPMI, que se estendeu por toda a manhã de sexta e durou até a madrugada do dia seguinte, foi marcada por intensos debates e divergências. A rejeição do relatório final marca não apenas um revés para as investigações sobre o INSS, mas também reflete a complexidade política que envolve o tema e a delicada relação entre os diferentes grupos parlamentares. O episódio ressalta a difícil luta em busca de transparência e responsabilização em meio a um cenário marcado por acusações e desconfiança.
