SENADO FEDERAL – Reforma tributária pode elevar alíquota do IVA para até 30%, alerta diretor da IFI em audiência na CAE do Senado.

A possível alíquota padrão do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) tem gerado debates acalorados entre especialistas e autoridades do setor tributário. De acordo com o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado, Marcus Pestana, durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a alíquota do IVA após a implementação da reforma tributária pode ficar entre 26% e 30%. Essa previsão tem levantado preocupações e discussões sobre os impactos dessa mudança no sistema tributário brasileiro.

Segundo Pestana, estudos apontam para uma possível alíquota de até 35%, o que situaria o Brasil entre os países com a carga tributária mais elevada do mundo. A complexidade do sistema tributário, aliada ao grande número de exceções previstas na reforma, tornaria a transição e a fiscalização do novo modelo ainda mais desafiadoras.

O diretor da IFI ressaltou a importância da simplificação do sistema tributário para garantir a eficácia da reforma. Reduzir o número de exceções e aumentar a transparência nos processos fiscais são medidas essenciais para garantir os benefícios esperados, como o aumento do PIB, a produtividade e a geração de empregos.

Além disso, a transição para o novo modelo tributário prevê períodos de adaptação tanto para a sociedade brasileira como para os entes federativos. Durante esse processo, as alíquotas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) serão revisadas anualmente pelo Senado Federal, visando manter a carga tributária sob controle e evitar aumentos bruscos nos impostos.

No entanto, a complexidade do novo modelo tributário também levanta preocupações, como o risco de uma possível “indústria de multas” decorrente da dualidade na fiscalização e julgamento dos tributos. A unificação das fiscalizações e a criação de mecanismos eficientes de controle são essenciais para evitar abusos e garantir a justiça fiscal.

O grupo de trabalho responsável por analisar a regulamentação da reforma tributária tem até 22 de outubro para apresentar o relatório final. O desafio agora é encontrar um equilíbrio entre a simplificação do sistema, a manutenção da carga tributária em níveis adequados e a garantia de que o novo modelo trará benefícios reais para a economia brasileira.

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