As quebradeiras de coco babaçu são mulheres que desempenham um papel crucial na extração dooléo de coco babaçu, uma prática que vai muito além de uma simples atividade econômica; trata-se de uma batida cultural rica em tradições e saberes que passam de geração para geração. Durante a apresentação do projeto, a senadora Damares Alves ressaltou a importância dessa atividade não apenas como uma forma de sustento, mas também como um símbolo de resistência feminina e preservação ambiental. A relatora destacou que, ao longo dos anos, essas mulheres têm mantido viva uma tradição que valoriza o cuidado com o meio ambiente e promove a autonomia econômica.
O reconhecimento oficial do ofício das quebradeiras é um passo importante para garantir que essas mulheres tenham seu trabalho valorizado e suas contribuições culturais reconhecidas em nível nacional. Além de proteger a riqueza cultural associada à extração do coco babaçu, essa iniciativa pode promover políticas públicas que assegurem melhores condições de trabalho e vida para essas comunitárias.
Com a aprovação por parte da Comissão, o projeto agora segue para a sanção presidencial, um momento decisivo que poderá solidificar a proteção e valorização da cultura das quebradeiras de coco babaçu. Caso seja sancionado, o projeto poderá abrir portas para mais iniciativas voltadas ao fortalecimento das práticas culturais tradicionais e à promoção dos direitos das mulheres do campo. A mobilização em torno dessa causa reflete uma crescente preocupação com a valorização das identidades culturais e a necessidade de reafirmar a presença das mulheres em setores historicamente marginalizados.




