O promotor Gakiya, reconhecido por suas investigações que o colocaram em rota de colisão com essas organizações, atualmente vive sob forte proteção, sendo alvo de ameaças de morte, especialmente do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das facções mais poderosas do país. Há cerca de duas décadas, sua vida está sob constante vigilância policial, refletindo os riscos associados ao trabalho que desempenha para desmantelar redes criminosas.
A proposta de institucionalizar a Autoridade Nacional Antimáfia surge em um momento em que o Brasil enfrenta uma crescente onda de violência e crimes organizados. Gakiya enfatiza que, sem uma articulação eficiente entre os diferentes setores do governo e das forças policiais, os esforços de combate ao crime podem se tornar fragmentados e ineficazes. A criação dessa autoridade, segundo ele, seria um passo crucial para melhorar a resposta do Estado frente à criminalidade organizada.
O promotor destaca ainda a importância de compartilhar informações e recursos entre as instituições, uma vez que muitos crimes vinculados ao tráfico de drogas, corrupção e extorsão exigem uma atuação conjunta e coordenada. A audiência na CPI do Crime Organizado serve, portanto, não apenas para expor os desafios enfrentados pelas autoridades, mas também para abrir espaço para discussões sobre possíveis soluções que possam levar a uma melhoria significativa no combate a estas ameaças. Gakiya, com sua experiência acumulada em anos de dedicação à causa ambiental, se torna a voz de um clamor por uma estratégia unificada capaz de enfrentar a complexidade do cenário criminal brasileiro.
