SENADO FEDERAL – Projetos sobre direitos humanos em pauta na Comissão do Senado nesta quarta-feira incluem aumento do prazo de prescrição de crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Na pauta da Comissão de Direitos Humanos (CDH), está prevista a deliberação de nove projetos, incluindo o PL 4.186/2021, que trata do aumento do prazo prescricional da pretensão de reparação civil das vítimas de crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. O projeto propõe elevar o prazo de prescrição civil de 3 para 20 anos, a partir da data em que a vítima completar 18 anos. A relatora na CDH, senadora Professora Dorinha Seabra, defende a necessidade desse ajuste legislativo, considerando que muitas vítimas levam anos para assimilar a gravidade do crime e superar a culpa que carregam.

Além disso, outro tema em discussão é a valorização e o empoderamento das pessoas com deficiência nas peças publicitárias da administração pública. O PL 5.333/2023 propõe que pelo menos 5% das pessoas contratadas para participarem dessas ações sejam pessoas com deficiência. O relator, senador Flávio Arns, destaca a importância da representatividade e da educação para o convívio democrático com as diferenças.

Outra matéria em destaque é o PL 4.189/2019, que trata da identificação da condição dos usuários de bengalas longas. O projeto estabelece que o SUS fornecerá essas órteses externas com colorações específicas de acordo com a necessidade de cada pessoa com deficiência visual.

Por fim, o PLP 167/2023 propõe ampliar os prazos de estabilidade provisória, licença-maternidade e licença-paternidade em casos de recém-nascidos com deficiência. A autora do projeto, senadora Mara Gabrilli, busca garantir condições específicas para atender às necessidades dessas famílias. O relator, senador Romário, é favorável à proposta, que visa assegurar maior suporte aos pais e mães nesse contexto.

Dessa forma, a CDH se prepara para discutir questões fundamentais relacionadas aos direitos humanos e à inclusão social, visando aprimorar a legislação e promover uma sociedade mais justa e igualitária.

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