SENADO FEDERAL – Projeto de lei permite acesso a dados de tornozeleiras eletrônicas sem autorização judicial e aguarda votação no Senado.

O Senado está prestes a discutir e votar um projeto de lei que tem como objetivo permitir que as polícias e o Ministério Público tenham acesso a dados e informações gerados por tornozeleiras eletrônicas sem a necessidade de autorização judicial. Originado na Câmara dos Deputados, o projeto, conhecido como PL 989/2022, foi aprovado naquela Casa em 16 de outubro e aguarda agora a tramitação e votação no Senado.

De acordo com o texto do projeto, membros do Ministério Público e policiais, tanto estaduais quanto federais, poderão ter acesso aos dados de localização georreferenciada em tempo real por meio do monitoramento eletrônico do acusado com tornozeleira. Isso será utilizado para a prevenção de delitos e a realização de flagrantes, sem a necessidade de uma decisão judicial.

Além disso, o projeto estabelece que o acesso aos dados será registrado, garantindo a identificação da pessoa que consultou as informações. Esse registro será mantido em sigilo e poderá ser consultado pelos órgãos de corregedoria para instruir processos administrativos disciplinares, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa dos servidores envolvidos.

A proposta também prevê que, em caso de descumprimento das regras de uso da tornozeleira eletrônica ou se o acusado for encontrado em um local fora dos limites estabelecidos, a polícia penal poderá levar o indivíduo de volta ao presídio.

A legislação atual, a Lei de Execução Penal, estabelece uma série de regras que os indivíduos monitorados por tornozeleiras eletrônicas devem cumprir, incluindo a obrigação de receber visitas do servidor responsável pela monitoração, responder aos contatos e seguir suas orientações, além de não remover, violar, modificar, danificar o dispositivo, ou permitir que outra pessoa o faça.

Portanto, a discussão e votação deste projeto de lei são de extrema importância para o sistema de justiça criminal do país, uma vez que pode impactar diretamente na forma como as autoridades policiais e do Ministério Público têm acesso e utilizam as informações geradas pelas tornozeleiras eletrônicas.

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