SENADO FEDERAL – “Projeto de Lei obriga coleta de dados sobre violência contra pessoas com deficiência em análise na Comissão de Direitos Humanos”

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) está atualmente analisando um projeto de lei significativo que visa a obrigatoriedade da coleta e divulgação de estatísticas referentes à violência contra pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 496/2020, que já recebeu a aprovação da Comissão de Segurança Pública (CSP), propõe medidas que podem transformar a forma como esses casos são registrados e tratados no Brasil.

Se aprovado, o projeto demandará que o poder público se responsabilize pela coleta e organização de dados relacionados à violência contra esse grupo vulnerável. A importância dessa iniciativa reside na necessidade de criar um entendimento mais claro da magnitude do problema, permitindo ações mais eficazes para proteger os direitos das pessoas com deficiência.

Os dados coletados deverão ser integrados ao Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia) e ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Essa integração é vital, pois permitirá uma análise mais aprofundada e abrangente das ocorrências, facilitando a elaboração de políticas públicas e medidas educativas que visem à prevenção e ao enfrentamento da violência.

É imprescindível reconhecer que a violência contra pessoas com deficiência é um fenômeno que, historicamente, tem sido invisibilizado nas estatísticas oficiais. A falta de dados confiáveis prejudica não apenas a adoção de políticas efetivas, mas também a conscientização da sociedade sobre a gravidade da questão. Portanto, a criação de um sistema robusto de registro é um passo fundamental para assegurar que esse tema receba a atenção e os recursos necessários.

Com a proposta em análise, espera-se que a CDH avance no debate sobre a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, promovendo um maior compromisso do Estado com a segurança e a dignidade desse segmento. A expectativa é de que, com a implementação desse projeto, seja possível não apenas mapear a violência, mas também criar condições para um ambiente mais seguro e inclusivo, reafirmando o respeito à diversidade e aos direitos humanos.

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